12 dezembro 2015

Pormenores.



Tento alterar a rotina, constante e gélida, mas é ineficaz todo o meu esforço.
Queres saber porque?
Porque a cada dia que passa, e cada esforço que tomo, torno-me mais fraco.
Será que isto tudo me conseguiu corroer tanto que não consiga ganhar forças em vez de as ver desvanecer, não sei, mas sei a razão disto tudo.
Mas é segredo, como sempre é, "não se passa nada", digo eu, sabes muito bem o que isso quer dizer, ou devias saber.
Do não se passa nada, passa-se tudo, estou farto, estou cansado, triste, aborrecido, emotivo.
FODA-SE.
Cansei-me disto, quero o sorriso a caminhar lado a lado comigo na rotina, não há desculpa para isso não acontecer, se eu faço, faz comigo.
Não te peço muito, peço aquilo que fazes desde o inicio, e que nunca deixas-te de o fazer.
Obrigado.
Mas não são palavras que chegam para te gratificar, nem sei se as atitudes são justificação também, acho que são os pormenores.
Lembro-me do teu sorriso como se fosse a primeira vez.
Lembro-me do "não" ao "obrigado", foi a melhor coisa que fiz, aceitar.
E se me arrependo? Já disse e volto-te a dizer, "Não!".
Não vou ser hipócrita, mas cresci bastante estando paralelo a ti, não sou homem, mas dedico esforço.
Mais uma vez, Obrigado.
Não é daltonismo, mas ultimamente não vejo as cores como elas são, está tudo invertido, o que outrora seria fortificado pela cor, hoje é cinzento.
Devem ser as nuvens, que se preparam para chover, para deixar que se rasguem pelos relâmpagos, conseguindo assim chegar a mim.
Não quero que me salves, quero aprender a viver com isto, mudar por isto, e mudar por ela.
Para que ela olhe e veja um homem, não a criança "humorista" que ainda reside aqui.
Dá-me a tua mão, mesmo eu não gostando da cor das pontas, és tu.
Não fales, deixa-me ver o castanho denso contar-me as verdades que sentes.
Só te peço que a próxima vez que me vires, me dês um abraço.
Mas não um abraço banal e relativo à insignificância do momento.
Abraça-me como se fosse morrer, como senão me visses mais na vida, como se fosse a ultima vez.
Vais perceber, que esse abraço vai residir sempre nos "nossos pormenores".
Até já, estou à espera.

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