Hoje acordei intrigado.
Qual é o sentido disto tudo? Dinheiro? Posses?
Não, não pode ser algo tão fútil assim.
Tem de ser algo maior, o sentido disto tudo tem de ser algo bem maior.
O dinheiro gasta-se e as posses perdem valor ao longo do tempo, desgastam-se. É algo muito maior.
O sentido disto tudo é o bem-estar, um bem-estar que só pode ser conseguido quando largamos a faceta egoísta que vem na embalagem do ser humano.
Uma alegria proveniente da alegria alheia, uma felicidade dependente da família.
Não são laços de sangue que nos unem, não são obrigações morais e religiosas que nos mantêm unidos e leais uns aos outros.
Carinho, preocupação, amizade.
A família esta em nós desde o inicio, ensinam-nos o que é certo e o que é errado, ao mesmo tempo que nos preparam para a vida e para os nossos próprios gostos e conceitos.
Devemos ficar gratos por todas as lágrimas e feridas que já nos limparam? Claro, sem dúvida.
Mas será que a melhor forma de expressar essa gratidão é por palavras? Por um simples obrigado?
Não, a meu ver não é assim.
Eu agradeço a todos eles retribuindo tudo o que consigo, um simples sorriso, aperto de mão, abraço, uma piada, um favor.
Porque quando um deles partir, e eu sei que isso vai acontecer, eu não quero sentir remorsos por não ter aproveitado como devia.
Por não ter trocado a lâmpada, por não ter posto a mesa, não há volta a dar depois de se fechar os olhos.
E agora um abraço e um sorriso que parece ser banal e repetitivo, vai deixar saudades quando a rotina for quebrada pela ratoeira do destino.
Não podemos pensar que haverá outra oportunidade de fazer algo bom por eles.
Tudo pode acabar em segundos, em pouco tempo.
Não deixem que isso vos aconteça.
Se soubessem agora que alguém tinha partido, ficariam de consciência tranquila?
Idalina Maria Guerreiro

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