05 janeiro 2011

O sonho.


Devagar, o mundo assiste à nossa queda.
É seguro dizer que estamos sozinhos apartir de agora. 
Nem um sussurro, esse único barulho é o receptor.
Conto os segundos, até quebrares o silêncio.
Os sussurros viram gritos, os gritos viram lágrimas.
As lágrimas viram risos, e todos os risos afastam os nossos medos. 
Então vês, que para mim este mundo já não importa.
Desisti de tudo o que tinha, só para te ver respirar.
O mesmo ar que respiro, és tu, até o dia da minha morte.
Não consigo tirar os meus olhos de ti, sinto-os presos num foco de luz, o teu coração.
Desejo palavras para descrever como me sinto, mas nada me ocorre à mente.
Sinto-me inspirado, e o meu mundo virou-se de cabeça para baixo.
Ao ponto de tal reviravolta, que sente um som.
A batida do meu coração, que a cada segundo que passa, aumenta. 
Ele bate e bate, mais alto que nunca e agora sim, sinto-me vivo.
Após tantos atormentos, estou a acordar finalmente.
Com um simples toque na minha história, torna-se a hora de abrir a caixa e deixar o teu amor entrar.
Agora acordo e reflito naquilo que vivo durante o meu sono.

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