Não chores por mim quando eu partir, não há tempo para parar e chorar.
O dia vai chegar e erguer-me-ei sobre os meus medos, mas isto não é realmente um medo, encaro-o mais como um destino.
Por vezes sozinho, sento-me e penso se esta vida é tão real para mim, como tão ilusão eu sou para ela.
Porque eu vejo, escuto, sinto e estou pronto.
Tenho esperanças que o orgulho de quem me deixou, esteja em qualquer lugar donde vim.
Viu-me crescer e sempre recebi a sua ajuda, e nunca vou puder retribuir-lhe isto.
Senti como se a tivesse evitado, e sei que quando parti tive a certeza das esperenças que ela ficaria bem.
Quis vê-la sempre ao caminho de casa, jamais conseguiria deixa-la naquele mundo gelado e escuro, mas não consegui, falhei.
Na história, soube que quando eu partisse, não queria deixa-la.
Agora que aqui estou, tenho muito para provar e, desejo nunca a perder.
Caiu na verdade e vejo que isto não se trata de mim mas, quero mostrar-lhe o que a raiva e a maldade contida, faz em mim.
Penso, repenso e volto a pensar : "A vida é um jogo e temos de jogar correctamente, fazer os movimentos certos e nunca se deixar cair em energias negativas."
E, quem me dera acalma-la, tenho a certeza que este teste estaria superado, são milhas.
Mas a sua grandeza e bondade são enormes, que ninguém se irá impor.
Só quero que fique comigo, que não durma tão cedo.
Os anjos podem esperar mais um pouco.

