27 outubro 2010

Rumo.


Existe um relógio partido que me dá conforto, que me ajuda a dormir à noite.
Mas receio que amanha ele volte e me roube todo o tempo que me pertence.
E por isso estou aqui ainda à espera, cheio de duvidas e saiu sempre mal em qualquer das hipoteses, porque não consigo solucionar sozinho os meus problemas.
Estou a derramar pedaços bem sólidos daquilo que sou, estou desmoronando-me aos poucos e mal consigo respirar.
Com um coração que ainda bate no meio de tanta dor e que ainda não reconhece a cura para esse sofrimento.
Quando penso em ti, encontro o significado de conseguir aguentar segurado a ti durante dias a fio.
No meu pensamento vejo as fechaduras que impus, partidas.
Acho que isto foi um aviso que tu ainda permaneces em mim.
Dei aquilo que tive e que jamais teria, mas conseguis-te rasgar a página mais importante do meu livro e levá-la contigo. 
E penso se cada vez que te vês ao espelho me vês no reflexo dos teus olhos, sei que eles procuram com toda a força que lhes restam, a minha presença.
Ao pensar nisso, vejo que mais um dia passou, e só estou neste remoinho de pensamentos para tentar encontrar-te no meu caminho.
São as palavras que tu me dizes todos os dias que me fazem levantar a cabeça e dizer para mim próprio que vou ficar bem.
 Mas às vezes interrogo-me do porque de todas as luzes por onde passo se apagarem aos poucos.
E descobri a resposta. 

Elas dizem que perdi o meu rumo de vida, mas não o do teu coração.

2 comentários:

  1. Leandro, fiquei deveras com cara de parvo xD
    Nunca imaginei que TU escrevesses coisas destas :O (é que não tem mesmo nada a ver com a tua personalidade)

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