Eu fiz tanto e dei tudo por tudo.
Cada dia que passava notava uma dor maior, parecia que me esbarrava contra uma parede de cimento vezes e vezes sem conta, era tão duro.
Onde quer que vá parece que nem sempre o caminho que escolho é o caminho que queria seguir.
Esgotei todas as minhas forças, que agora quero dizer que em vez de lutarmos todos os dias, esperemos que as coisas mudem.
Mas não iram mudar pois, não és tu, nem ele, nem eles que o farão diferente,somos nós.
Todos os dias ergo-me e olho em redor, mas tu não estás.
Esgoto as minhas forças para te encontrar, e algo muda em mim.
Pergunto-me "Porque me sinto assim?", e não consigo encontrar a resposta.
Caminho em direcção ao infinito e quero que vás comigo pois, ninguém sabe só eu.
Renasceria um novo capitulo da minha vida, bastava ter-te aqui.
O que faço, para onde vou, o que fui e o quão sozinho me sinto por dentro, ocupam o vazio que incidia em todos os dias de sol brilhante dentro de mim.
Eu faço o que faço, pelo lado esquerdo do peito.
Parei para pensar e quando cai em mim, passou uma vida, perdi-te.
E desapareceu tudo, porque pensei que estava tudo nas minhas mãos, mas de um momento pro outro esse tudo, transformara-se em areia, vi cada pedra miniscula a escorregar-me entre os dedos, evaporou-se.
Mas um dia a hora chegou, e vi uma luz.
A escuridão porém tão intensa, aquela luz iluminara tudo aquilo que sentia por ti.
E eu permanecia naquele mesmo local, com uma vela acesa, a vela do teu amor.
Eu sabia que a chama dessa vela acabaria por se apagar, enquanto a minha causava um ardor mais agudo e intenso a cada segundo passava.
Por vezes tenho medo e caminho no caminho oposto e penso seriamente em tudo.
Foi a vida que escolhi.
Diz-me, se desaparece-se deste mundo, chorarias por aquilo que poderias ter e jamais tiveste?





