27 outubro 2010

Rumo.


Existe um relógio partido que me dá conforto, que me ajuda a dormir à noite.
Mas receio que amanha ele volte e me roube todo o tempo que me pertence.
E por isso estou aqui ainda à espera, cheio de duvidas e saiu sempre mal em qualquer das hipoteses, porque não consigo solucionar sozinho os meus problemas.
Estou a derramar pedaços bem sólidos daquilo que sou, estou desmoronando-me aos poucos e mal consigo respirar.
Com um coração que ainda bate no meio de tanta dor e que ainda não reconhece a cura para esse sofrimento.
Quando penso em ti, encontro o significado de conseguir aguentar segurado a ti durante dias a fio.
No meu pensamento vejo as fechaduras que impus, partidas.
Acho que isto foi um aviso que tu ainda permaneces em mim.
Dei aquilo que tive e que jamais teria, mas conseguis-te rasgar a página mais importante do meu livro e levá-la contigo. 
E penso se cada vez que te vês ao espelho me vês no reflexo dos teus olhos, sei que eles procuram com toda a força que lhes restam, a minha presença.
Ao pensar nisso, vejo que mais um dia passou, e só estou neste remoinho de pensamentos para tentar encontrar-te no meu caminho.
São as palavras que tu me dizes todos os dias que me fazem levantar a cabeça e dizer para mim próprio que vou ficar bem.
 Mas às vezes interrogo-me do porque de todas as luzes por onde passo se apagarem aos poucos.
E descobri a resposta. 

Elas dizem que perdi o meu rumo de vida, mas não o do teu coração.

17 outubro 2010

Um regresso.


Era somente mais um momento que precisariamos. Tal como soldados precisariam de curativos.
É altura de ser sincero, e eu estou a sangrar por dentro.
E porfavor não continues a magoar-me, pois eu não queria dizer o que disse.
Não consigo nem posso acreditar que disse que iria deixar o nosso amor, assim, espalhado pelo chão.
Sei que não devia, mas fi-lo e só peço que me venhas um dia a perdoar por isso.
Todos os dias vejo a minha alma do avesso, e sinto que preciso de algo para compensar o que fiz.
No meio de tanta luz a unica coisa que avistava era a escuridão, um negro clarão tomava conta do meus olhos, mas vies-te tu e uma luz surgiu bem no fundo, e começei a caminhar até ela.
No meio de tantos pensamentos, isolei a minha mente até avriguar a tua presença, pois apartir desse dia, abri-a e a começei a acreditar em cada momento existente, pois surgiram por alguma razão.
Agora sei o ardor de deixar outro alguém e de viver na solidão, pois só assim consegui ver o outro lado do meu "eu" que jamais alguém vira.
Por isso, se alguma vez te perderes o teu "eu" em qualquer momento que seja, não desistas, pois eu seria capaz de procurar eternamente junto de ti o teu "eu" e traze-lo denovo para casa, o teu coração.
Eu prometo.
Não importa os obstáculos que surjam no meu caminho, porque enquanto houver vida em mim, não importa o que venha a acontecer, eu irei regressar para ti.
Tive momentos que era capaz de atravessar o mundo só para te ver, que fazia o que tu ordenarias.
E agora tu sabes que eu regressaria por ti, por mais ninguém senão tu mesma. Mas só o fazia se me dissesses para tal.
Eu fui capaz de lutar por ti, mentia por ti, dizendo a verdade.

Mas não te esqueças que regressaria por ti.

16 outubro 2010

Um ano.


Um ano de emoções sentidas em cada segundo, sentindo-as cada dia em que estives-te presente.
Tudo começou numa tarde em que o Sol e a chuva coincidiam, foi o inicio.
O inicio de algo que não consigo, nem nunca conseguirei explicar.
A maneira como me fazias sentir foi tão deslumbrante e repentina, parecendo um relâmpago que rasgara os céus.
Rapidamente conquistas-te um lugar especial, que faria qualquer coisa para te ter.
Mas entre nós havia uma barreira, a timidês de ambos.
E é pena dizer isto, mas o que rapidamente se conquistou, rapidamente desapareceu.
Foram minutos que pareceram horas, foram dias que pareceram anos, com os poucos e poucos desapareceu e então o que sentias por mim já não era o mesmo.
Entretanto o Inverno chegara, a chuva e o frio que decidira acompanhá-lo, fizera com que dias à chuva fossem vividos a relembrar o Passado.
Relembrei o Passado sempre à tua espera, mas tu não decidias aparecer.
Passaram meses e não conseguia ler ou escutar uma palavra vinda de ti.
Mas, cada vez que te avistava sentia-me feliz, porque sabia que estavas bem, ou pensava que sim.
Quando estava só, caia em mim e reparava que tinha passado mais um dia, e não existira qualquer contacto entre nós.
Pensava, repensava e voltava a pensar nas noite de angústia que passei, com a cara sempre corrida de lágrimas que desciam cada vez mais em quantidade e intensidade, parecendo a chuva num temporal.
Longas horas de conversa que tivemos, tinham dado lugar a conversas de meros minutos.
A cada segundo que passava tinha o poder de te ver cada vez mais longe, pois a vida tinha dado um rumo diferente a cada um de nós.
Foi nessa altura então que me apercebi, que tudo acontece por uma razão.
Depois de tudo só me restou pensar que estavamos destinados a ser grandes amigos, e apesar de metros de distância parecerem quilómetros, tudo era verdadeiro porque ambos conseguimos observar bem o interior do coração um do outro.
A medida que o fim da escola se aproximava, a possibilidade de partir era cada vez maior, mas tomei uma decisão e fiquei.
O dia do fim de aulas chegou, e era nesse mesmo dia que te iria ver pela ultima vez em muitos meses.
O Verão passou e a escola começou novamente, e com a escola chegou o mês refente ao nosso primeiro ano de amizade.
Desta vez sentei-me para recordar o Passado e não derramei sequer uma lágrima, porque apesar de ter perdido uma paixão, ganhei uma amiga para toda a vida.
Desde o dia em que te conheci até esse dia foi um ano cheio de transparência, mas apartir de agora tudo será diferente.
Quero que daqui a 30 anos te encontre a caminhar pelo mesmo passeio que eu e que bebamos um café, relembrando de todos estes momentos que passamos, momentos esses que ficaram para sempre nos nossos corações.
Já passou um ano e espero que venham mais ainda, porque agora direi com todas as certezas.

Amo-te amiga.

Uma tempestade.


Vivi durante bastante tempo numa tempestade, tão oprimido pela forma do oceano e das gotas de lágrimas que me escorregam e desvanecem perante o rosto enquanto vão descendo e descendo cada vez mais, até chegarem ao solo e salpicarem a terra de virtude.
Sinto os meus pés a fluir no solo, os vários fios molhados de água da chuva atravessando os dedos dos meus membros inferiores, e sinto o quanto dificil está a tornar-se caminhar neste terreno desnivelado.
Penso nessa tempestade e vejo que ela está delimitando a minha mente, e tudo aquilo em que penso.
Se eu pudesse ao menos usar o que resta da minha mente para puder ver-te, para mim tudo iria ficar bem, porque ao ver-te a tempestade que me atormenta, viraria o Sol a brilhar todas as manhas, quando acordas, pegas no teu telemovél e vês esta mensagem: "Wake up love, the sun was came to see you.".
Mas até esse Sol brilhar eu vou caminhar sobre a água da virtude e espero que se as águas "movedissas" me pregarem uma surpresa, tu estejas lá para ser a primeira pessoa a agarrar-me pelo pulso, puxando-o com toda a força, até mesmo ver a deslocação de cada articulação, de cada tendão, de cada osso. Porque nada disso importa, o que importa é que és tu quem está ali do meu lado a pegar-me na mão e oferecer-me o infinito.
E juro por tudo, que se o infinito formos tu e eu, irei entregar tudo o que o meu interior reserva, vou perder-me com intensos olhares diante o teu "eu". Acredita que por ti, irei fazer para que tudo corra bem.
Sei que por mais injustiças que existam, por mais ódio que tenhas por mim, por mais rancor que guardes, nunca me irias levar para as águas da tempestade sabendo que existiria a possibilidade de me afogar.
Mesmo sabendo isso, interrogo-me cada vez mais "porque que estou a dez mil pés de profundidade deste solo que me protege quando a tempestade chega?".
Mas eu luto, conquisto barreiras e faço tudo para sobreviver, porque esse sim, é o meu unico objectivo. Sobreviver para um dia te puder abraçar e agradecer tudo o que fizes-te um dia por mim.

A tempestade que me assombra é aquela que me faz viver debaixo do solo que os pobres pisam e onde os ricos ignoram. 

14 outubro 2010

Maior demónio.


Tudo começa quando este demónio chega com uma atitude feroz, assustadora, agressiva, intimidadora. Trás consigo as trevas da escuridão, o fogo do inferno, e as afiadas pontas das lanças. 
Chega a nós e ocupa a nossa alma, o nosso espirito, a nossa mente, a nossa fé.
No meio de tanto desgosto e ódio, existe sempre o(s) anjo(s) que te ajuda(m) a superar os obstáculos que por ai estão expostos. Tem fé naquilo que és e não no que pensas ser, dá valor aquilo que tens e não no que quererias ter. Agradeçe por cada anjo que tens do teu lado, porque mais vale um anjo que mil demónios.
Direi um dia que o anjo que esteve sempre do meu lado desapareceu, porque a sua missão foi concluida, eliminou o meu maior demónio. Cada um tem um demónio diferente dentro de si, uma ameaça mais agressiva ou mais consciente. Mas o que não sabemos é que todos esses demónios pertencem a mesma família, são todos premissas que originaram uma conclusão.
Quando vires esse demónio a levar-te cada vez mais para o fundo, grita bem alto, e o teu anjo virá em teu auxilio, pegar-te-á na mão e trará à superficie, mostrando-te que a força de uma mente sã é mais forte que qualquer raiva, ódio ou rancor.
E agora perguntam-se vocês, "falas tu de tantos demónios mas que demónios são esses?".

Esses demónios são o nosso medo.

Pego numa caneta, deixando deslizar a tinta.

 

Na ponta de uma caneta, viro um poeta sendo escravo dela.
Estou rodeado pelo tempo e o momento enquanto escrevo, sou as emoções que relato, sou o dia e a noite que nascem mais um dia eu mato.
Vejo a eternidade em cada linha que escrevo adivinhando o incerto, quando cito consigo ver o mundo, aquele mundo que eu próprio descrevo e desperto.
Escrevo frases, mil versos sobre a vida destes pobres ditadores que cada um se queixa, tento não escrever isso, mas esta caneta não me deixa.
Também sei desenhar, esboço a esperança de uma criança que um dia ainda voa, sendo um esboço, é tão inocente sem mentiras, que nem me magoa.
Posso ter pouco, mas o que tenho é tudo e partilho com qualquer colega, mesmo assim a inocência carrega nas costas a justiça, que a ambição não tem força para dizer que a leva.
Escrevo e quando engano rabisco as palavras vendo imagens e idealizo o desejo, pois sei que ao tentar denovo farei o quadro perfeito com todas as imperfeições que vejo.
Em vez de sangue nas veias, sou a tinta que corre numa folha livremente, e nessa folha sou as palavras que ao dizer a verdade sobre a mentira, ela mesma se risca para se por à frente.
Sou como um mendigo, vagueio por estas vidas como mensageiro sem dono, relatando e citando o que vejo idealizando aquilo que sou e do que sonho.
As palavras que se repetem em cada estrofe fiel, dizem o que sinto e tudo o que vives, tudo aquilo que vivo descreve-se num papel.
Sou a vida que tu proprio descreves enquanto citas sem platinas, não me orgulho nem tiro proveito do talento que possuo nas nossa quinas.
Sou um legado da escrita que o nosso Portugal ignora, escrevo para invocar a lingua dos poetas vivos que o fado toca.
Posso estar no foço, no confim mais obscuro do mundo, mas garanto que pelo que digo e penso sou reconhecido no silêncio e aplaudido mesmo no fundo.
Cada palavra é escrita com uma causa que me causa indignação, cada letra traduz o quão sensato eu sou num verso, num discurso ou até mesmo numa canção.
A caneta mostra a sua força e o seu bom senso na minha mente sã, sendo eu a tinta conformada com as letras de hoje e amanhã.
Algumas frases lembra o 25 de Abril em mil pontos de vista, mostra a liberdade e a opressão que se eleva num som de justiça.
Cada palavra é a história e o agora, é o amanhã sem medo, deduz a memória que lhe adorna e não deixa sequer um só segredo.
Quando escrevo tento ser o mais transparente, recto, frio e agressivo de punho em riste, fechado, subjectivo e internamente triste.
Quando vejo as linhas no fim penso num amigo que não vejo, que vou desvalorizando no dia-a-dia, querendo um abraço que não recebo e que peço a quem não devia.
No meio de tantas frases e palavras sou o crescimento feito na perspicácia e na persistência, sou a aprendizagem boa de uma caneta com má influência.
Sou eu próprio com as coisas certas mas com consequências erradas, com opções mal tomadas que acabam recompensadas.
Sou uma palavra escrita tal e qual como um mundo que gira ao contrário.

Sou a caneta que respira palavras, eu sou tudo e não sou nada, sou simples e sómente, o papel e a tinta.

13 outubro 2010

Sobre mim.


Nome: Leandro Daniel Cristina Monteiro
Idade: 16 anos
Data de nascimento: 22 Jan 1994
Signo: Aquário.
Cor dos olhos: Castanho esverdiados.
Altura: 1,83m
Peso: 77kg 
Cor preferida: Preto, laranja, azul e verde.
Filme preferido: Todos os que incluirem zombies.
Número preferido: 22
Mês preferido: Janeiro.
Comida preferida: Entrecosto assado no forno com batatas assadas.
Bebida preferida (alcoólica): Vodka, bacardi.
Bebida preferida (sóbria): Coca-cola, fanta, rodeo. 
Qualidades: Querido, amigo, simpático, amante/amoroso, emotivo, conquistador, divertido, calmo, tolerante, simples, sociavél, sincero, romântico, meigo, leal, justo, honesto, generoso, fiel, educado, extrovertido, esforçado, estável, carinhoso, compreensivo, brincalhão, activo, paciente, consciente, transparente, bom humor.
Defeitos: Bruto, aziado, vaidoso, teimoso, resmungão, competitivo de mais, orgulhoso, dorminhoco, ciumento, agressivo, esquesito, comilão.
Estilo musical: Um pouco de tudo.
Desportos praticados anteriormente (ordem): Ginástica, karaté, futebol, natação e kickboxing.
Desportos Actuais: Futebol.